Mestrado sobre Cultura Digital em Duque de Caxias

Duque de Caxias para quem?: imaginários sociais e apropriações de territórios na cibercultura A partir das múltiplas representações que se reproduzem sobre a cidade de Duque de Caxias ao longo dos anos, imaginários e identidades sociais são fortalecidos e transformados. No entanto, autorrepresentações, provindas de agentes culturais da cidade organizados em uma rede, que muito se fortalece com o uso da internet, buscam desconstruir estereótipos e reivindicar a cidade que eles querem e julgam ter direito. Neste contexto, a primeira parte do trabalho se dedica a uma investigação sobre como a cidade de Duque de Caxias foi e é representada por atores diversos, incluindo seus próprios moradores. São ressaltadas as aproximações entre a produção cultural dessa rede com a construção e ressignificação de símbolos e imaginários da cidade. São realizados, ainda, estudos de caso sobre o cineclube Mate com Angu, o coletivo de quadrinistas Capa Comics e o blog Lurdinha. A segunda parte do trabalho versa sobre as relações afetivas entre a população duque caxiense e os territórios habitados, em muito transformadas pelas produções culturais que enfatizam o pertencimento à cidade. O incentivo ao melhor uso dos espaços públicos e a criação de equipamentos de lazer se apresentam como essenciais neste processo. Os resultados dessa pesquisa apresentam uma reflexão sobre as potencialidades da internet para o fortalecimento das relações em rede, para oportunizar autorrepresentações e, ainda, para provocar mobilidades. As transformações ocorridas em torno das percepções sobre a cidade, a compreensão de pertencimento a ela e a apropriação dos espaços também são pontos destacados nesta dissertação. From multiple representations that are reproduced about the city of Duque de Caxias...

Mapeamento cultural dos grupos criativos da Baixada Fluminense

O Mapeamento dos Grupos Criativos da Baixada Fluminense é resultado de pesquisa com mais de uma centena de grupos que possuem engajamento na proposição e produção cultural nos municípios da Baixada, do estado do Rio de Janeiro. Trata-se de um amplo levantamento, feito entre maio de 2013 e maio 2014, sobre o perfil desses grupos (integrados, sobretudo, mas não apenas, por jovens), suas atividades, histórias, necessidades e demandas. Esse trabalho foi realizado por operadores culturais da própria região, envolvendo, também, entrevistas com gestores públicos municipais ligados à cultura, buscando estabelecer possibilidades de diálogo entre a vivência dos grupos e as instituições capazes, potencialmente, de lhes dar suporte e apoio....

Pesquisa revela hábitos culturais do morador de Duque de Caxias

Saiu a pesquisa completa com os hábitos culturais do morador de Duque de Caxias. Fundamental leitura para quem trabalha com comunicação, cultura e educação na Baixada Fluminense. Leia a pesquisa na íntegra Encomendada pela Braskem à empresa JLeiva, a pesquisa ouviu 340 pessoas com mais de 12 anos entre 11 de abril a 30 de maio de 2014. Os entrevistados foram abordados em pontos de grande fluxo populacional. Com margem de erro de 5 pontos percentuais, a pesquisa inclui cerca de 80 perguntas sobre diversos temas ligados à cultura e ao lazer. Somente a leitura completa do relatório permite entender as diversas informações apuradas. A pesquisa pode ser usada por diversos profissionais: Comunicação (publicitários e jornalistas) Entender o público-alvo de peças de comunicação a partir de seus gostos e costumes. Agentes culturais Justificar participação em editais públicos, além de aprimorar a organização e a divulgação de eventos culturais. Poder público Pensar políticas públicas para promoção da cultura na cidade.   120 mil pessoas preferem praticar atividades culturais em seu tempo livre Maioria do tempo livre é gasto em atividades dentro de casa (ouvir música, assistir filmes e ler livros) . Pagode vence o Gospel na preferência musical Funk e Hip Hop têm grande popularidade apenas entre os mais jovens. Em Nova Iguaçu, gospel é o ritmo mais ouvido.   Melhor divulgação cultural é pela TV Redes sociais e internet são forte fonte para decisão da atividade cultural entre os...

Educação e inovação em universidades dos Estados Unidos

Passei 7 dias visitando universidades dos Estados Unidos como Stanford, Harvard, MIT, Tufts e Boston University. Escreverei aqui as impressões que tive do “4° Seminário Internacional de Inovação no Ensino Superior”, organizado pelo Instituto Expertise. A viagem foi um prêmio da Unigranrio por ter vencido o concurso “Professor Incrível”, que escolheu as melhores metodologias de ensino praticadas na universidade. Fiz o vídeo ao lado como resumo do que vi e vivi. Ler em: http://arturoilha.com.br/educacao-e-inovacao-em-universidades-dos-estados-unidos/ Tipos de metodologias na Educação Na Califórnia, visitamos a universidade de Stanford, que fica próxima ao Vale do Silício. Lá, o seminário foi organizado em parceria com oLemann Center, que investiga e incentiva a inovação na Educação. O professor brasileiroPaulo Blikstein possui um laboratório na Escola de Educação, o TLTL (Transformative Learning Technologies Lab), onde experimenta diversas metodologias de ensino. Para Blikstein, a Educação deve prever atividades que privilegiem mais a criatividade e menos tarefas de repetição. O professor defende que vários recursos sejam usados em sala de aula. Em sua opinião, não existe uma fórmula pronta, mas sim mesclas entre ações para criar uma metodologia apropriada para cada caso. Recursos para inovar na educação Lista elaborada por Paulo Blikstein (TLTL Stanford) Aprendizagem colaborativa e/ou participativa Avaliações virtuais / assistida por computador Plataformas de entrega de trabalhos Materiais interativos Games e realidade virtual Realidade aumentada / Sistemas imersivos de aprendizagem Laboratórios virtuais / a distância Simulação e modelagem Ensino personalizado Acessibilidade e tecnologia Robótica Ensino móvel (smartphone) Tutores inteligentes Aprendizagem por meio de dados Análise e mineração de dados Visualização de dados Educação crítica Fazer aprendizagem tangível MOOCs (cursos massivos) Aulas em vídeo Softwares de testesb personalizados Plataforma para...

Gamificação, sala de aula invertida, mão na massa e Project-based learning: minha experiência prática em 2015.2

Neste semestre (2015.2), dei aulas para seis turmas dos cursos de Jornalismo e Publicidade: Mídia Digital (manhã e noite), Telejornalismo, Produção em Vídeo (manhã e noite) e “Produção e Edição em TV”. Foi pesado conciliar tudo isso com a coordenação do Canal Unigranrio, principalmente no estúdio de TV. Nesse período ainda consegui entregar minha dissertação de mestrado na UERJ e viajar para Gana e os Estados Unidos. Apesar de tudo, foi possível ampliar as metodologias ativas que experiementei com minhas turmas no primeiro semestre. Saiba mais em: Gamification e mídias sociais na educação: algumas experiências práticas em 2015.1. Vou listar aqui as ações de 2015.2:   Desenvolvimento de projetos pessoais (Project-based learning) Para ativar o engajamento dos alunos nas tarefas, os trabalhos passados ajudavam a construir um único projeto durante todo o semestre, numa estratégia de “Project-based learning”. As turmas de Mídia Digital criaram Startups e, para tal, desenvolveram aplicativos, sites, apresentações interativas e modelos de negócio. Já as turmas de audiovisual criaram o programa piloto de canais no YouTube (roteiro, gravação e edição). O foco principal é permitir que o estudante continue o projeto visando a empregabilidade, seja por meio da criação de um portfólio com os trabalhos entregues ou pela possibilidade de empreender com os projetos gestados em sala de aula. Vários alunos já deram o passo seguinte, planejando a gravação do segundo episódio do seu canal no YouTube ou inscrevendo suas startups em concursos que propiciam ajuda financeira. Mão na massa (Hands-on) As aulas expositivas são comprovadamente pouco eficientes para fixação das informações, por isso optei por passar apenas as orientações principais para a produção dos...

Canal da Cultura: estudo da UnB para o MinC

Recebi do Ministério da Cultura a íntegra do estudo que a Universidade de Brasília (UnB) fez em 2014 sobre a implementação do Canal da Cultura. O texto traz ótimos elementos para a discussão sobre esta TV pública. Agradeço a ouvidora do MinC, Regina Lima, por tornar público este importante documento. ——- Viabilidade, missão e mecanismos de implantação do Canal de Cultura Prof. Dr. Murilo Cesar Ramos Profa. Dra. Elen Geraldes Profa. Dra. Janara Sousa Prof. Dr. Sivaldo Pereira Profa. MSc. Mariana Martins Esp. Felipe Canova Gonçalves Esp. Milena Times Universidade de Brasília, janeiro de 2014. 1 Sumário Introdução – p.3 Cenário legal –p.7 Fundamentação conceitual – p.10 Observação de modelos correlatos: TV Brasil e TV Escola – p.20 Experiências de Televisões Educativas e Culturais na América Latina e Europa – p.34 Modelo de implantação do fórum – p.44 Referências – p.73 2 Introdução A proposta deste projeto de pesquisa é analisar a viabilidade de implantação do Canal de Cultura, um canal público de televisão, conforme previsto no Decreto n˚ 5.820, de 29 de junho de 2006, que regula o Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD-T). No Plano Plurianual do Ministério da Cultura, um dos objetivos estabelecidos para o triênio 2012 a 2015 é o de número 0785, que inclui “regular, fiscalizar e fomentar a indústria audiovisual, visando ao seu desenvolvimento, ao fortalecimento das empresas nacionais, à ampliação da produção, inovação e difusão das obras e dos serviços audiovisuais brasileiros, assim como à garantia de acesso à população”. Já a meta interligada a este objetivo é a de implantar o Canal da Cultura, cuja iniciativa, de número 0353, estabelece que sua...

Gamification e mídias sociais na educação: algumas experiências práticas em 2015.1

Experimentei neste semestre (2015.1) algumas práticas de gamificação e mídias sociais com meus alunos da Unigranrio, as quais compartilho neste post. Foi um grande desafio buscar estratégias de aprendizagem tangencial, engajamento digital e ludicidade dentro de um ambiente de educação formal. 1 – Quiz Após as aulas, lançava um Quiz (criado pelo formulário do Google Drive) com 5 perguntas sobre o conteúdo abordado em sala de aula. Visando maior engajamento, a premiação era um Ovo de Páscoa para os mais bens colocados, porém toda a turma ganhava pontos e brindes de participação. Gamification: os desafios animavam boa parte da turma que se empenhava em responder as perguntas. O gabarito dos quizzes foi revelado durante a aula de revisão.   2 – Documentos colaborativos Todos os trabalhos foram desenvolvidos através de documentos do Google Drive, o que possibilita um processo de forte interação entre professor e aluno. Por meio desta ferramenta, conseguia comentar as ações no sentido de orientar uma melhor preparação dos projetos. Outro benefício é saber quais integrantes dos grupos pouco produzem, na medida em que todas as contribuições ao trabalho ficam registradas na plataforma. Além disso, não são criadas várias versões do documento, o que facilita o acompanhamento de TCCs, por exemplo. 3 – Metodologia de gerenciamento ágil Trabalhar em grupo e em colaboração exige organização, por isso as turmas aprenderam a metodologia de gerenciamento ágil Scrum. No início, faziam reuniões a cada aula e colavam post-its numa cartolina na parede. Na segunda fase, passaram a usar a ferramenta digital Trello, a qual permite a divisão de tarefas e acompanhamento do andamento das mesmas por email e celular. Alguns estudantes relataram que passaram a adotar o Scrum em...

Canal da Educação – portaria interministerial 2.098, de 14 de maio de 2015

GABINETE DO MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES PORTARIA INTERMINISTERIAL No- 2.098, DE 14 DE MAIO DE 2015 Estabelece as diretrizes para operacionalização do Canal da Educação no âmbito do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre – SBTVD-T. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO e o MINISTRO DE ESTADO DAS COMUNICAÇÕES, no uso das atribuições que lhes confere o art. 87, parágrafo único, inciso II da Constituição, e tendo em vista o disposto no inciso II do art. 13 do Decreto nº 5.820, de 29 de junho de 2006, resolvem: Art. 1º Ficam estabelecidas, por esta Portaria, as diretrizes para a operacionalização do Canal da Educação, de que trata o inciso II do art. 13 do Decreto nº 5.820, de 2006. Parágrafo único. Aplica-se à consignação do Canal da Educação, no que couber, o disposto na legislação e nos instrumentos normativos expedidos pelo Ministério das Comunicações – MC e pela Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel, que tratam da execução do serviço de radiodifusão de sons e imagens em tecnologia digital. Art. 2º O Canal da Educação tem como objetivo principal a melhoria da qualidade da educação por meio da transmissão de conteúdos educacionais midiáticos, destinados ao desenvolvimento e aprimoramento, dentre outros, do ensino a distância, da capacitação de professores e disseminação de conhecimentos à população em geral, nos termos da legislação que rege a educação brasileira. Art. 3º O Canal da Educação atenderá, prioritariamente, em sua programação, aos seguintes princípios: I – a ampliação do conhecimento e enriquecimento do repertório cultural, científico e tecnológico da população de maneira geral, especificamente crianças, adolescentes, jovens e adultos envolvidos em atividades educacionais; II –...

Aula 1 de ‘Produção em Vídeo’

Primeira aula de 2015 da disciplina “Produção em Vídeo” apresenta o trabalho que os estudantes farão durante todo o semestre, o piloto de um Canal no YouTube. O objetivo é criar portfólio para dar mais destaque profissional aos produtores, dentro de uma estratégia de “Content Marketing”. As propostas de Canal serão discutidas em sala de aula a fim de que sejam formadas as equipes a partir da fusão de projetos e adaptação de ideias. Cada grupo terá no mínimo 6 pessoas com as seguintes funções: Produtor executivo Diretor Editor Apresentador Produtor Roteirista Na próxima aula, cada grupo ou aluno deve levar sua proposta impressa para apresentação durante à turma. Ela tem que ser enviada por email (arthur.santos@unigranrio.com.br) até as 23h59 do dia 2 de março...
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